Há 2 meses
terça-feira, 1 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Contardo de hoje
Adoro ler o Contardo Calligaris. Acompanho sua coluna na FSP, tenho alguns livros e acho mesmo muito bom. Hoje ele escreve sobre o entendimendo em dizer 'sim' e 'não'. Parece simples, mas só qdo a idéia está assim em palavras é que conseguimos entender melhor oq pensamos. Fiquem com a reflexão:
A dificuldade de dizer não (ou sim)
A necessidade narcisista de sermos amados nos torna covardes e nos leva a assentir
Durante toda minha infância, eu dizia "não" mesmo quando queria dizer "sim".
Usava o não como uma palavra de apoio, uma maneira de começar a falar. Minha mãe: "Vou sair para fazer compras; algo que você gostaria para o jantar?". Eu, enérgico: "Não", acrescentando imediatamente: "Sim, estou a fim de ovos fritos (ou sei lá o quê)".
Os adultos tentavam me corrigir: "Então, é sim ou não?". "Não, é sim", eu respondia.
Entendi esse meu hábito muito mais tarde, quando li "O Não e o Sim", de René Spitz (ed. Martins Fontes). No fim da faculdade, Spitz era um dos meus autores preferidos, o único, ao meu ver, que conciliava a psicanálise com o estudo experimental do desenvolvimento infantil. No livro, pequeno e crucial, Spitz nota que, nas crianças, o uso do "não" aparece por volta do décimo oitavo mês de vida, logo quando elas costumam falar de si na terceira pessoa, como se precisassem (e conseguissem, enfim) se enxergar como seres distintos dos outros.
Para Spitz, a aquisição da capacidade de dizer "não" é um grande evento da primeira época da vida: a conquista da primeira palavra que serve para dialogar e não só para designar um objeto. Mas, cuidado, especialmente no segundo ano de vida, o "não" teimoso da criança não significa que ela discorde do que está lhe sendo proposto ou imposto: a criança diz "não" para afirmar que, mesmo ao concordar ou obedecer, ela está exercendo sua própria vontade, a qual não se confunde com a do adulto.
Em suma, durante muito tempo, eu persisti na atitude de meus dois anos. Mais tarde, consegui me corrigir. Mas em termos; sobrou-me uma paixão pelas adversativas: mal consigo dizer "sim" sem acrescentar um "mas" que limita meu consentimento. É um jeito de dizer que aceito, mas minha aceitação não é incondicional. "Vamos ao cinema?". "Sim, mas à noite, não agora."
O uso do sim e do não, no discurso de cada um de nós, pode ser um indicador psicológico valioso. Mas, para isso, é preciso distinguir entre "sim" e "não" "objetivos", que têm a ver com a questão da qual se trata (quero ou não tomar café ou votar nas próximas eleições), e "sim" e "não" "subjetivos", que são abstratos, ou seja, que expressam uma disposição de quem fala, quase sem levar em conta o que está sendo negado ou afirmado.
Se o "não" subjetivo é um grito de independência, o "sim" subjetivo é uma covardia, consiste em concordar para evitar os inconvenientes de uma negativa que aborreceria nosso interlocutor.
Alguns exemplos desse "sim" covarde (e, em geral, objetivamente mentiroso). "Respondeu à minha carta?" "Sim, já mandei." "Gostou de minha performance?" "Sim, adorei." "Quer me ver de novo?" "Sim, te ligo amanhã." Mas também: "Você vai assinar a petição para expulsar os judeus do ensino público?" "Claro, claro, estou assinando."
Acontece que dizer "não" é arriscado. A confusão com o outro, aquela confusão que ameaça a primeira infância e contra a qual se erguia nosso "não" abstrato e rebelde, é substituída, com o passar do tempo, por mil dependências afetivas: "Desde os meus dois anos, não sou você, não me confundo com você, existo separadamente, mas, se eu perder seu amor (sua amizade, sua simpatia, sua benevolência), quem reconhecerá que existo? Será que posso existir sem a aprovação dos outros?".
Em suma, o sim subjetivo é um consentimento abstrato (o objeto de consenso é indiferente e pode ser monstruoso), pois o que importa é agradar ao outro, não perder sua consideração. A necessidade narcisista de sermos amados nos torna covardes e nos leva a assentir.
Por sua vez, nossa covardia fomenta explosões negativas, tanto mais violentas quanto mais nossa concordância foi preguiçosa. À força de dizer "sim" para que o outro goste de mim, eu corro o perigo de me perder e, de repente, posso apelar à negação abstrata, espalhafatosa e violenta, só para mostrar que não me confundo com o outro, penso com a minha cabeça.
Bom, Spitz tinha razão, o uso do não e do sim permitem o diálogo humano. Mas é um diálogo que (sejamos otimistas) nem sempre tem a ver com as questões que estão sendo discutidas; ele tem mais a ver com uma necessidade subjetiva: digo "não" para me separar do outro ou digo "sim" para obter dele um olhar agradecido. Nos dois casos, tento apenas alimentar a ilusão de que existo.
A dificuldade de dizer não (ou sim)
A necessidade narcisista de sermos amados nos torna covardes e nos leva a assentir
Durante toda minha infância, eu dizia "não" mesmo quando queria dizer "sim".
Usava o não como uma palavra de apoio, uma maneira de começar a falar. Minha mãe: "Vou sair para fazer compras; algo que você gostaria para o jantar?". Eu, enérgico: "Não", acrescentando imediatamente: "Sim, estou a fim de ovos fritos (ou sei lá o quê)".
Os adultos tentavam me corrigir: "Então, é sim ou não?". "Não, é sim", eu respondia.
Entendi esse meu hábito muito mais tarde, quando li "O Não e o Sim", de René Spitz (ed. Martins Fontes). No fim da faculdade, Spitz era um dos meus autores preferidos, o único, ao meu ver, que conciliava a psicanálise com o estudo experimental do desenvolvimento infantil. No livro, pequeno e crucial, Spitz nota que, nas crianças, o uso do "não" aparece por volta do décimo oitavo mês de vida, logo quando elas costumam falar de si na terceira pessoa, como se precisassem (e conseguissem, enfim) se enxergar como seres distintos dos outros.
Para Spitz, a aquisição da capacidade de dizer "não" é um grande evento da primeira época da vida: a conquista da primeira palavra que serve para dialogar e não só para designar um objeto. Mas, cuidado, especialmente no segundo ano de vida, o "não" teimoso da criança não significa que ela discorde do que está lhe sendo proposto ou imposto: a criança diz "não" para afirmar que, mesmo ao concordar ou obedecer, ela está exercendo sua própria vontade, a qual não se confunde com a do adulto.
Em suma, durante muito tempo, eu persisti na atitude de meus dois anos. Mais tarde, consegui me corrigir. Mas em termos; sobrou-me uma paixão pelas adversativas: mal consigo dizer "sim" sem acrescentar um "mas" que limita meu consentimento. É um jeito de dizer que aceito, mas minha aceitação não é incondicional. "Vamos ao cinema?". "Sim, mas à noite, não agora."
O uso do sim e do não, no discurso de cada um de nós, pode ser um indicador psicológico valioso. Mas, para isso, é preciso distinguir entre "sim" e "não" "objetivos", que têm a ver com a questão da qual se trata (quero ou não tomar café ou votar nas próximas eleições), e "sim" e "não" "subjetivos", que são abstratos, ou seja, que expressam uma disposição de quem fala, quase sem levar em conta o que está sendo negado ou afirmado.
Se o "não" subjetivo é um grito de independência, o "sim" subjetivo é uma covardia, consiste em concordar para evitar os inconvenientes de uma negativa que aborreceria nosso interlocutor.
Alguns exemplos desse "sim" covarde (e, em geral, objetivamente mentiroso). "Respondeu à minha carta?" "Sim, já mandei." "Gostou de minha performance?" "Sim, adorei." "Quer me ver de novo?" "Sim, te ligo amanhã." Mas também: "Você vai assinar a petição para expulsar os judeus do ensino público?" "Claro, claro, estou assinando."
Acontece que dizer "não" é arriscado. A confusão com o outro, aquela confusão que ameaça a primeira infância e contra a qual se erguia nosso "não" abstrato e rebelde, é substituída, com o passar do tempo, por mil dependências afetivas: "Desde os meus dois anos, não sou você, não me confundo com você, existo separadamente, mas, se eu perder seu amor (sua amizade, sua simpatia, sua benevolência), quem reconhecerá que existo? Será que posso existir sem a aprovação dos outros?".
Em suma, o sim subjetivo é um consentimento abstrato (o objeto de consenso é indiferente e pode ser monstruoso), pois o que importa é agradar ao outro, não perder sua consideração. A necessidade narcisista de sermos amados nos torna covardes e nos leva a assentir.
Por sua vez, nossa covardia fomenta explosões negativas, tanto mais violentas quanto mais nossa concordância foi preguiçosa. À força de dizer "sim" para que o outro goste de mim, eu corro o perigo de me perder e, de repente, posso apelar à negação abstrata, espalhafatosa e violenta, só para mostrar que não me confundo com o outro, penso com a minha cabeça.
Bom, Spitz tinha razão, o uso do não e do sim permitem o diálogo humano. Mas é um diálogo que (sejamos otimistas) nem sempre tem a ver com as questões que estão sendo discutidas; ele tem mais a ver com uma necessidade subjetiva: digo "não" para me separar do outro ou digo "sim" para obter dele um olhar agradecido. Nos dois casos, tento apenas alimentar a ilusão de que existo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A vida dura.
É, perto de completar 5 meses out of office.
Passou muito rápido. Outra dia ainda era Páscoa...
OK, muito aconteceu desde o início deste período. Meu tempo se dividiu entre obrigações, saldar necessidades represadas pela falta de tempo, dedicação à família e namorado dentre tantas outras coisas. E neste momento, as reflexões sobre trabalho tomam à maior pare do meu tempo.
Disse 'trabalho', não 'emprego'.
São vários fatores pesando na balança.
De uma lado o projeto de vida, as responsabilidades financeiras, a comodidade de anos de janela e um certo orgulho ferido.
Do outro o cansaço de tanta 'doação' a uma vida de stress e a sempre presente perspectiva de se fazer algo realmente novo e que vale a pena.
É um turning point bem difícil e, particularmente pra mim, é inevitável me ver na mesma situação que meu pai na década de 80, qdo mudamos para São Paulo. Foi o turning point dele, tb aos 40 anos. Mas isso acaba se configurando num impulso a mais para não repetir os mesmos erros e olhar mais dedicado e esperançoso pro futuro.
Como tenho repetido, nossa expectativa de vida hj chega fácil até os 80 anos. Ou seja, ainda estou na metade do tempo de minha passagem por aqui!
Oq vi e que está ai no dia-a-dia das agências, é uma crueldade ainda maior no mercado publicitário hoje.
A juventude-barata com toda sua tecnologia móvel opera frenética e incessantemente por conta de uma comunicação mais plástica que minimamente residual.
Tudo é muito superficial. Marcas morrem rápido, mensagens ficam velhas em menos de um dia. Fora a falta de profundidade de informação, cultura e referências que a geração on-line dissipa via 'smsmsn' com vocabulário curto e desconhecendo a gramática.
Não é querer valorizar o velho, mesmo pq oq eu chamaria de velho tem no mínimo 60 anos, e o velho desse nova geração 'publicitária-operacional' tem 10 anos.
Aí de repente vc se vê com 39 anos e com um leque de possibilidades bem menor de recolocação no mercado. O dilema torna-se então voltar à engrenagem ou se reinventar.
Esse discurso é velho, todos já ouvimos de alguém ou já proferimos.
É que comigo está acontecendo agora, e minhas atitudes estão lutando contra o relógio.
Friamente analisando, a crise econômica global recente é tanto o justificado motivo quanto o álibi implacável responsável por muito desemprego.
No mercado publicitário não é diferente, particularmente no Brasil onde a publicidade é um dos primeiros alvos dos cortes de investimento.
Menos verba, cobrança por resultados melhores, salários menores e downgrade de qualidade por todos os lados.
Aí, pesquisando na rede por oportunidades descobri o projeto 'Lemonade' de Erik Proulx, um recém-desempregado-redator-publicitário-norte-americano, alvo dessa crise global.
Trata-se de um vídeo/filme/curta que, nas palavras do próprio, '...is about what happens when people who were once paid to be creative in advertising are forced to be creative with their own lives.'
Ainda estou pesquisando mais, mas tb faz parte deste projeto o blog 'Please Feed The Animals - A Blog For The Recently Unemployed Advertising Professional'
Ahá! Fala sério!
Vejam o trailler e naveguem no blog.
Ele tem sua parcela motivadora, de reflexão e minimamente de informação.
É isso ai.
Logo trago minhas novidades.
E como diria Chico Buarque '...amanhã há de ser outro dia!'
Passou muito rápido. Outra dia ainda era Páscoa...
OK, muito aconteceu desde o início deste período. Meu tempo se dividiu entre obrigações, saldar necessidades represadas pela falta de tempo, dedicação à família e namorado dentre tantas outras coisas. E neste momento, as reflexões sobre trabalho tomam à maior pare do meu tempo.
Disse 'trabalho', não 'emprego'.
São vários fatores pesando na balança.
De uma lado o projeto de vida, as responsabilidades financeiras, a comodidade de anos de janela e um certo orgulho ferido.
Do outro o cansaço de tanta 'doação' a uma vida de stress e a sempre presente perspectiva de se fazer algo realmente novo e que vale a pena.
É um turning point bem difícil e, particularmente pra mim, é inevitável me ver na mesma situação que meu pai na década de 80, qdo mudamos para São Paulo. Foi o turning point dele, tb aos 40 anos. Mas isso acaba se configurando num impulso a mais para não repetir os mesmos erros e olhar mais dedicado e esperançoso pro futuro.
Como tenho repetido, nossa expectativa de vida hj chega fácil até os 80 anos. Ou seja, ainda estou na metade do tempo de minha passagem por aqui!
Oq vi e que está ai no dia-a-dia das agências, é uma crueldade ainda maior no mercado publicitário hoje.
A juventude-barata com toda sua tecnologia móvel opera frenética e incessantemente por conta de uma comunicação mais plástica que minimamente residual.
Tudo é muito superficial. Marcas morrem rápido, mensagens ficam velhas em menos de um dia. Fora a falta de profundidade de informação, cultura e referências que a geração on-line dissipa via 'smsmsn' com vocabulário curto e desconhecendo a gramática.
Não é querer valorizar o velho, mesmo pq oq eu chamaria de velho tem no mínimo 60 anos, e o velho desse nova geração 'publicitária-operacional' tem 10 anos.
Aí de repente vc se vê com 39 anos e com um leque de possibilidades bem menor de recolocação no mercado. O dilema torna-se então voltar à engrenagem ou se reinventar.
Esse discurso é velho, todos já ouvimos de alguém ou já proferimos.
É que comigo está acontecendo agora, e minhas atitudes estão lutando contra o relógio.
Friamente analisando, a crise econômica global recente é tanto o justificado motivo quanto o álibi implacável responsável por muito desemprego.
No mercado publicitário não é diferente, particularmente no Brasil onde a publicidade é um dos primeiros alvos dos cortes de investimento.
Menos verba, cobrança por resultados melhores, salários menores e downgrade de qualidade por todos os lados.
Aí, pesquisando na rede por oportunidades descobri o projeto 'Lemonade' de Erik Proulx, um recém-desempregado-redator-publicitário-norte-americano, alvo dessa crise global.
Trata-se de um vídeo/filme/curta que, nas palavras do próprio, '...is about what happens when people who were once paid to be creative in advertising are forced to be creative with their own lives.'
Ainda estou pesquisando mais, mas tb faz parte deste projeto o blog 'Please Feed The Animals - A Blog For The Recently Unemployed Advertising Professional'
Ahá! Fala sério!
Vejam o trailler e naveguem no blog.
Ele tem sua parcela motivadora, de reflexão e minimamente de informação.
É isso ai.
Logo trago minhas novidades.
E como diria Chico Buarque '...amanhã há de ser outro dia!'
Bat For Lashes - 'Daniel' (live on Later)
Outra que não sai do repeat também.
Adoooooooooooooooooro!!!!
(ok, pode fazer a piada...)
Adoooooooooooooooooro!!!!
(ok, pode fazer a piada...)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Fuga de SP
Este final de semana fugimos de SP.
Tava cansado de brigar com o imprevisto e com o clima que não permitia um finde bom, e resolvemos sair mesmo que o Sarney renunciasse.
Já não tinha conseguido Recife nem Rio. E quem não tem litoral, caça com represa no interior mesmo.
Fomos para Avaré, à beira da represa Jurumirim, numa pousada bem simpática - Villa Porto Vita. (site aqui)
Chalés delícia, chuveiro ótimo, cama grande. Com sol deve ser realmente excelente, pois aí a piscina ficaria viável. Legal que NÃO tem infra pra crianças!
Sábado apesar do frio e vento, o céu estava azul. Domingo não teve jeito e choveu fraco, mas o tempo todo. A represa estava alta, e as 'prainhas' submersas.
E foi ideal pois aí a coisa é se trancar no chalé e só, certo? Sacou?
Duas coisinhas apenas poderiam ser diferentes: o cardápio do restaurante é uma coisa bem jardins-itaim, tanto no que diz respeito ao cuidado e qualidade como quanto ao preço - poderia ser assim mais 'regional'; e os 3 km de estradinha de terra são realmente tensos após a chuva!
Mas conseguimos voltar.
Aqui algumas fotos, e logo estaremos lá novamente e sob o sol e calor merecidos.
:-)
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Tava cansado de brigar com o imprevisto e com o clima que não permitia um finde bom, e resolvemos sair mesmo que o Sarney renunciasse.
Já não tinha conseguido Recife nem Rio. E quem não tem litoral, caça com represa no interior mesmo.
Fomos para Avaré, à beira da represa Jurumirim, numa pousada bem simpática - Villa Porto Vita. (site aqui)
Chalés delícia, chuveiro ótimo, cama grande. Com sol deve ser realmente excelente, pois aí a piscina ficaria viável. Legal que NÃO tem infra pra crianças!
Sábado apesar do frio e vento, o céu estava azul. Domingo não teve jeito e choveu fraco, mas o tempo todo. A represa estava alta, e as 'prainhas' submersas.
E foi ideal pois aí a coisa é se trancar no chalé e só, certo? Sacou?
Duas coisinhas apenas poderiam ser diferentes: o cardápio do restaurante é uma coisa bem jardins-itaim, tanto no que diz respeito ao cuidado e qualidade como quanto ao preço - poderia ser assim mais 'regional'; e os 3 km de estradinha de terra são realmente tensos após a chuva!
Mas conseguimos voltar.
Aqui algumas fotos, e logo estaremos lá novamente e sob o sol e calor merecidos.
:-)
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Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!
Descobri este há alguns dias e veio justamente no momento em que a lei anti-fumo começou pra valer em SP. Estava no UoD.
Idéia divertidíssima, viral bacana (pq não pode ser verdade, né minha gente!) cheio de personagens caricatos.
Vale as gargalhadas.
Mas ainda não identifiquei o 'vírus'!
Soon...
Idéia divertidíssima, viral bacana (pq não pode ser verdade, né minha gente!) cheio de personagens caricatos.
Vale as gargalhadas.
Mas ainda não identifiquei o 'vírus'!
Soon...
Carão!
Back.
E assim, a medida que coisas efetivamente boas acontecerem, as mesmas chegam postadas aqui. No matter the time it takes. Oq é 'morno' fica pra depois.
Pra começar, o mp3 repeat da semana. Música 'carão', cheia de uh-uhs, clap-your-hands e tal. Claro que foi Dan que passou.
Mas o vídeo é uma pérola.
Tipo assim, a galera se junta, chama os amigos, abre uma bebidinha (entre outras coisas) até que alguém sai com a idéia de fazer um 'vídeo aí!'. Dá nisso!
E assim, a medida que coisas efetivamente boas acontecerem, as mesmas chegam postadas aqui. No matter the time it takes. Oq é 'morno' fica pra depois.
Pra começar, o mp3 repeat da semana. Música 'carão', cheia de uh-uhs, clap-your-hands e tal. Claro que foi Dan que passou.
Mas o vídeo é uma pérola.
Tipo assim, a galera se junta, chama os amigos, abre uma bebidinha (entre outras coisas) até que alguém sai com a idéia de fazer um 'vídeo aí!'. Dá nisso!
domingo, 9 de agosto de 2009
Pacaembu
Hoje estreei minha condição de 'sócio' do Pacaembu.
E isso não tem nada exclusivamente relacionado à futebol. (a vida corinthiana não anda fácil nás últimas semanas....)
Oq pouca gente sabe é que o Pacaembú é um clube, e não um estádio apenas.
Existe ali todo um Centro Esportivo com "piscina olímpica aquecida com arquibancada para 4 mil pessoas; ginásio poliesportivo coberto com capacidade para abrigar 2800 espectadores; ginásio de saibro coberto com assento para 800 pessoas; quadra externa de tênis com arquibancada para 1.500 pessoas; quadra poliesportiva externa com iluminação; pista de Cooper com 860m; salas de ginástica e posto médico." (texto do site)
E o melhor - gratuito, já que é da prefeitura da cidade.
Justamente por muito pouca gente saber disso, hoje, neste lindo domingo de verão em pleno inverno, pude aproveitar uma piscina bem tranqüila para acabar com o mofo das últimas semanas e dar um fim à palidez que me tomava.
É claro que, como tudo que é público no nosso país, vê-se claramente que tem muita coisa ali que poderia ser melhor (espreguiçadeiras, armários etc.), mas para quem não tem piscina em casa e não espera nada high-end, dá pra relaxar bem e aproveitar o dia.
Informações aqui e pics abaixo.
Que me faz companhia?
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E isso não tem nada exclusivamente relacionado à futebol. (a vida corinthiana não anda fácil nás últimas semanas....)
Oq pouca gente sabe é que o Pacaembú é um clube, e não um estádio apenas.
Existe ali todo um Centro Esportivo com "piscina olímpica aquecida com arquibancada para 4 mil pessoas; ginásio poliesportivo coberto com capacidade para abrigar 2800 espectadores; ginásio de saibro coberto com assento para 800 pessoas; quadra externa de tênis com arquibancada para 1.500 pessoas; quadra poliesportiva externa com iluminação; pista de Cooper com 860m; salas de ginástica e posto médico." (texto do site)
E o melhor - gratuito, já que é da prefeitura da cidade.
Justamente por muito pouca gente saber disso, hoje, neste lindo domingo de verão em pleno inverno, pude aproveitar uma piscina bem tranqüila para acabar com o mofo das últimas semanas e dar um fim à palidez que me tomava.
É claro que, como tudo que é público no nosso país, vê-se claramente que tem muita coisa ali que poderia ser melhor (espreguiçadeiras, armários etc.), mas para quem não tem piscina em casa e não espera nada high-end, dá pra relaxar bem e aproveitar o dia.
Informações aqui e pics abaixo.
Que me faz companhia?
Update your iPod
Blogs ótimos que localizei pra atualizar o iPod com novidades muuuuito bacanas.
Have fun!
5 acts
Boom Boom Chic
Two Guns
Have fun!
5 acts
Boom Boom Chic
Two Guns
CHO-CA-DO
A entrevista das páginas amarelas de Veja deste final de semana ("Homossexuais podem mudar" - ed. 2125) é de deixar qquer pessoa moralmente íntegra sem palavras, além de fazer Freud revirar na tumba.
Só pra dar uma pista, a entrevistada, a psicóloga Rozângela Alves Justino afirma em determinado momento que '...Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.'
Não, você não leu errado. Ela faz esta comparação sim.
Acho ótimo a Veja poder expor tais personalidades e suas idéias, por mais absurdas que sejam. A liberdade de imprensa diz que todos devem ser ouvidos.
Mas, sem levantar bandeira, oq nunca foi meu caso... cadê a polícia?
Leia aqui e faça suas reflexão.

avalia o shape MJ...
Só pra dar uma pista, a entrevistada, a psicóloga Rozângela Alves Justino afirma em determinado momento que '...Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.'
Não, você não leu errado. Ela faz esta comparação sim.
Acho ótimo a Veja poder expor tais personalidades e suas idéias, por mais absurdas que sejam. A liberdade de imprensa diz que todos devem ser ouvidos.
Mas, sem levantar bandeira, oq nunca foi meu caso... cadê a polícia?
Leia aqui e faça suas reflexão.

avalia o shape MJ...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Jornalismo
Quando fui prestar meu primeiro - e único – vestibular, sabia o que não queria (medicina, direito e essas coisas chatas...) mas uma dúvida tranqüilizou minha pressa em passar logo após sair do ‘colegial’ do Santa Marcelina, e endossou meu projeto de um ano de cursinho - publicidade ou jornalismo?
Fato é que, como paraquedista, apesar de não ter passado na Fuvest, consegui entrar na FAAP, e claramente me vi escolhido pela carreira, e resolvi acreditar que a dúvida não mais existia. De qualquer forma, a notícia, a informação, o texto impresso ou na TV sempre me chamaram a atenção, tanto que por um breve momento achei que poderia ser redator em agência. Só achei.
Buscar a notícia, estar informado, ter conhecimento sempre fez diferença, seja no processo educacional, no grupo social e, muito importante, na careira profissional. E os tempos on-line deste século, com ‘blogueiros virais’ e onde o brasileiro já fica conectado mais de 23h/mês em sua residência, mostram que a informação é veloz e pode fazer uma boa impressão num primeiro momento. Um sonho para qualquer generalista por trás de um avatar em alguma rede social. Afinal é bacana saber as referências certas e a hora exata de jogá-las na roda de amigos.
Mas o que faz a diferença é a ‘profundidade’ da informação, o ‘corpo’ da notícia, trabalhada pelo jornalista e traduzida nos meios de comunicação. É a ai que a cultura se faz presente e que a identidade do leitor/espectador/ouvinte se desenvolve.
Isso é apenas uma opinião elaborada a partir de meu modesto conhecimento e estimulada pelo programa Notícia em Foco de hoje, na CBN, que comemorou um ano com uma edição especial. O tema abordado foi ‘os bastidores das coberturas exclusivas e reportagens especiais’, com participação de Eliane Brum, da revista Época, e Lourival Sant´Anna, do jornal O Estado de S.Paulo.
O programa foi rico, tratando de assuntos como a relação do jornalista com o objeto em cobertura, a censura, o novo ‘não’ diploma de jornalismo no Brasil dentre outros temas. Ouça aqui e faça sua avaliação.
E fica aqui outra dica resgatada do Update or Die - o Newsmap, uma maneira no mínimo dinâmica e bonita de estar informado. Lay-out incrível, notícias 'frescas', mas ainda falta ali o canal 'Brasil'.
(num próximo post, em breve, trago referências sobre meu grande gosto pelo fotojornalismo, e a crença inabalável na máxima que diz que ‘uma imagem vale por mil palavras’).
Fato é que, como paraquedista, apesar de não ter passado na Fuvest, consegui entrar na FAAP, e claramente me vi escolhido pela carreira, e resolvi acreditar que a dúvida não mais existia. De qualquer forma, a notícia, a informação, o texto impresso ou na TV sempre me chamaram a atenção, tanto que por um breve momento achei que poderia ser redator em agência. Só achei.
Buscar a notícia, estar informado, ter conhecimento sempre fez diferença, seja no processo educacional, no grupo social e, muito importante, na careira profissional. E os tempos on-line deste século, com ‘blogueiros virais’ e onde o brasileiro já fica conectado mais de 23h/mês em sua residência, mostram que a informação é veloz e pode fazer uma boa impressão num primeiro momento. Um sonho para qualquer generalista por trás de um avatar em alguma rede social. Afinal é bacana saber as referências certas e a hora exata de jogá-las na roda de amigos.
Mas o que faz a diferença é a ‘profundidade’ da informação, o ‘corpo’ da notícia, trabalhada pelo jornalista e traduzida nos meios de comunicação. É a ai que a cultura se faz presente e que a identidade do leitor/espectador/ouvinte se desenvolve.
Isso é apenas uma opinião elaborada a partir de meu modesto conhecimento e estimulada pelo programa Notícia em Foco de hoje, na CBN, que comemorou um ano com uma edição especial. O tema abordado foi ‘os bastidores das coberturas exclusivas e reportagens especiais’, com participação de Eliane Brum, da revista Época, e Lourival Sant´Anna, do jornal O Estado de S.Paulo.
O programa foi rico, tratando de assuntos como a relação do jornalista com o objeto em cobertura, a censura, o novo ‘não’ diploma de jornalismo no Brasil dentre outros temas. Ouça aqui e faça sua avaliação.
E fica aqui outra dica resgatada do Update or Die - o Newsmap, uma maneira no mínimo dinâmica e bonita de estar informado. Lay-out incrível, notícias 'frescas', mas ainda falta ali o canal 'Brasil'.
(num próximo post, em breve, trago referências sobre meu grande gosto pelo fotojornalismo, e a crença inabalável na máxima que diz que ‘uma imagem vale por mil palavras’).
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